Coletiva de Oswaldo de Oliveira antes do Choque-Rei

Gabriel Jesus, Robinho, queda de rendimento da equipe, falta de camisas 10, pressão para o clássico… Esses foram alguns dos assuntos abordados pelo técnico Oswaldo de Oliveira na coletiva de imprensa.

Ouça na íntegra a entrevista coletiva do treinador do Palmeiras:

Oswaldo de Oliveira concede entrevista de coletiva antes do clássico. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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Oswaldo de Oliveira concede entrevista de coletiva antes do clássico. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Confira os principais pontos da coletiva de imprensa de Oswaldo:

Queda de rendimento do time?

Eu não considero queda de rendimento, a equipe está evoluindo, crescendo. Nós perdemos 3 jogos para adversários que jogam sempre jogos difíceis contra o Palmeiras. To posicionado com a situação do time atual, o trabalho que a gente vem fazendo. Não tenho outra preocupação que não seja encaminhar a equipe para aquilo que nós queremos, que a equipe se torne competitiva e que chegue em condições de disputar o título na fase final do Campeonato Paulista.

Falta camisa 10 no futebol brasileiro?

Futebol é muito cíclico, teve uma época em que não tínhamos lateral esquerdo. Edinho, que era quarto-zagueiro, na Copa do Mundo de 78 foi improvisado na lateral esquerda. Em outra época, em uma Copa seguinte, ficavam cobrando do Telê que não tinha ponta, ai botaram o Dirceu, Paulo Isidoro, isso é cíclico. Essa posição ficou muito espremida com a evolução tática do futebol, na verdade o camisa 10 hoje é o camisa 5, o cara que organiza mais o jogo, o cara que fica mais atrás, que tem mais a bola. Se alguns jogadores, que normalmente usavam a camisa 10, tivessem características mais defensivas também, obviamente eles seriam recuados para iniciar o jogo daquele ponto onde há uma concentração muito grande de jogadores. O camisa 10 foi espremido e ele tem que sair para os lados, tem que mudar a característica. Antigamente o camisa 10 fazia lançamentos longos, hoje normalmente o lançamento longo sai do zagueiro, dos laterais, dos volantes, a não ser que o camisa 10 venha buscar a bola. O futebol passa por transformações, vimos mudanças por exemplo nas características dos laterais. Antigamente o lateral era um dos beques, hoje não é mais. Em outra época, com a entrada do terceiro zagueiro, eles passaram a ser alas, mudou completamente. Lateral não passava do meio de campo, voltante não entrava na área. Há uma verdadeira adaptação de todas as posições em função da evolução tática do futebol. Ela foi muito física e depois passou a ser muito tática. A técnica acaba tendo que se adaptar aos espaços e as evoluções do jogo.

Evolução da equipe

Eu tenho falado sobre evolução porque sou perguntado. Evolução é um trabalho, se você falar depois de um ano, você vai falar em evolução a cada 365, mas como se fala diariamente, eu tenho que falar diariamente. Se não eu evitaria isso também., porque as coisas acabam ficando muito recorrentes e desgastantes, e parece que eu é que estou tomando a iniciativa de justificar alguma coisa. Só quero fazer o meu trabalho e que ele tenha o desenvolvimento normal e natural como sempre.

Saída de bola com Robinho no último jogo

Naquele campo, em que as laterais estavam muito boas, mas a faixa central do campo estava muito ruim. O centro do gramado virou um verdadeiro lamaçal por causa das chuvas e isso tornou muito difícil a manutenção da bola no centro de campo para fazê-la circular. Robinho fez partidas muito boas (no meio) e outras não tão boas. A alternância que acontece com ele poderia acontecer com qualquer outro jogador.

Pressão por não vencer clássicos

É um assunto que eu falei no domingo, falei na semana anterior, vou falar hoje porque é a pauta. Era o Valdivia, o Gabriel, agora a bola da vez é o clássico que o Palmeiras não ganha. Isso tudo é natural, eu entro absolutamente tranquilo, mas cada jogador tem uma reação, uma maneira de sentir tudo isso que acontece. O que a gente faz é tentar organizar, acalmar. Se nós ganharmos, o jogo vai ter uma repercussão maravilhosa. Se não ganhar, vai continuar essa coisa em cima do clássico. Não tenho dúvidas que o Palmeiras vai se classificar ganhando, empatando ou perdendo. É um jogo normal entre São Paulo e Palmeiras, que se repete a muitos anos, esse ano vai se repetir mais algumas vezes e tomara que se repita na final do campeonato. Por isso eu procuro concentrar naquilo que é o nosso momento: de crescimento da equipe. Eu vejo o Arouca jogando melhor, nossa defesa a cada jogo mais sólida. A gente precisa de mais agressividade no ataque, estamos buscando isso e acredito que com a evolução natural, jogo após jogo, nós vamos conseguir.

Importância na vitória no clássico

Toda vitória é promissora, nos dá confiança, nos dá a sequência vitoriosa. Depois da derrota para o Corinthians, ganhamos seis jogos consecutivos e todo mundo falou, era uma coisa legal. Aí, a gente foi e perdeu para o Santos e quebrou a sequência, já mudou completamente. Parece o Waze, que vai identificando aonde está o trânsito e modificando. Nós queremos muito vencer essa partida, para ter esse aspecto positivo e motivar. É muito importante para nós, principalmente sobre esse aspecto.

Decisão em casa

É importante a gente tentar a vitória para ter essa possibilidade, no caso da classificação em primeiro lugar, se estivermos melhor colocados nós vamos ter a chance de jogar aqui e isso nos motiva ainda mais para a partida.

Briga de diretorias influencia em campo?

No nosso lado não. O presidente nunca falou disso com a gente, eu cheguei e chegaram mais outros tantos jogadores, a gente não trás essa bagagem. Vamos fazer o futebol daqui para frente e vai ser muito melhor para todo mundo.

Gabriel é um ídolo que a torcida não tem?

Com o Gabriel temos uma projeção muito positiva, muito ambiciosa e muito otimista, mas para por ai. Ele tem que galgar espaços e chegar inteiro lá na frente. Por isso nós temos que respeitar essa evolução. Dessa forma em que a coisa está sendo levada, não vai ajuda-lo em nada. Prejudica o Palmeiras e prejudica todo mundo. Nós temos que ter um pouquinho mais de calma e paciência. A bola está viajando para o gol, mas ainda não entrou. Precisamos ter calma.

 

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Autor: MP

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