Prass fala em etapas e pede paciência com Gabriel: “A cobrança é grande”

Goleiro do Palmeiras comenta dificuldade na transição para a categoria profissional e alerta para questão dos contratos longos: “Se não tiver cabeça, se acomoda”

Mesmo não começando o jogo contra o São Bernardo na condição de titular, e também não sendo o autor do gol da vitória do Palmeiras, por 1 a 0, Gabriel foi assunto após o jogo. Goleiro e um dos líderes do Alviverde, o goleiro Fernando Prass afirmou que o jovem companheiro queimou etapas ao subir praticamente do sub-17 para os profissionais e que os torcedores precisam ter paciência com o atacante até que ele se adapte à categoria principal.

– Tem que ter muita paciência com o Gabriel, como o Oswaldo fala. Tudo são etapas. O jogador tem que entrar com a ideia de corresponder logo. A cobrança é muito grande. Só que o Gabriel não passou por todo processo de amadurecimento. Ele não jogou no juniores. Pulou do sub-17 para o profissional. Não teve a etapa de amadurecimento na categoria juniores. Já são quatro jogos que ele entra seguido. E ele está vendo como no profissional a coisa é difícil, é mais pegado, é mais físico. Com o tempo ele vai se adaptando, mas tem que ter paciência – disse Prass.

Gabriel Jesus tem entrado constantemente no time do Palmeiras, participando dos últimos 4 jogos. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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Gabriel Jesus tem entrado constantemente no time do Palmeiras, participando dos últimos 4 jogos. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Para o goleiro, os longos contratos e os altos salários dificultam ainda mais a transição para o profissional. O camisa 1 comparou o momento em que subiu, em 1998, no Grêmio, com o cenário atual e disse que se os jovens não tiverem cabeça, podem se acomodar.

– É difícil essa transição para o profissional. Na minha época, quando subi para o profissional, eu tinha um ano de contrato. Meu contrato ia acabar e eu ia continuar vinculado ao clube. Então eu tinha que dar um jeito. Hoje em dia, o menino sobe para o profissional com um contrato de cinco anos, ganhando relativamente bem. Se não tiver cabeça, ele se acomoda – falou.

Por outro lado, Fernando Prass também comentou que os jovens jogadores brasileiros carregam nas costas uma pressão pelo fato dos clubes depositarem nessas promessas a chance de faturar com futuras vendas.

– Os clubes são muito dependentes dos meninos, porque vê neles a chance de uma aposta na base, a chance de faturar dinheiro pela situação financeira que eles vivem, os fundos de investimento – avaliou.

Fonte: Sportv

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Autor: MP

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