Tática fixa e paciência: como Oswaldo “blindou” e evoluiu o Palmeiras

Técnico vira referência para o elenco ao deixar críticas e elogios de lado e implantar seu método de trabalho no Verdão

O técnico Oswaldo de Oliveira chegou ao Palmeiras com uma missão complicada a cumprir: assumir um elenco completamente reformulado, após um fim de ano atribulado e uma temporada repleta de decepções para a torcida.

Chegaram 19 reforços, muitos sob indicação do próprio treinador, o Verdão perdeu os dois primeiros clássicos do Campeonato Paulista, mas em nenhum momento o comandante se abalou. Deixou as críticas de lado, implantou um esquema tático fixo, de maneira a dar uma “nova cara” à equipe, e hoje acumula 12 vitórias em 15 jogos no ano.

A vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo, na última quarta-feira, no Allianz Parque, pelo Paulistão, não mudou o discurso de Oswaldo. Após um triunfo convincente sobre o rival, preferiu manter a calma e citar as circunstâncias do jogo (gol e expulsão de um jogador adversário no início) para justificar o triunfo tranquilo no Choque-Rei. A “blindagem” do técnico às avaliações externas, sejam positivas ou negativas, conquistou os jogadores.

O rendimento abaixo do esperado em algumas partidas, como nas vitórias magras sobre XV de Piracicaba e São Bernardo, despertou questionamentos sobre a montagem da equipe e se o 4-2-3-1 seria efetivo em momentos decisivos. Oswaldo deixou claro: adaptaria o elenco de acordo com o esquema, e não o contrário, para que os atletas se sentissem à vontade e adquirissem maior entrosamento o quanto antes.

A “blindagem” do técnico às avaliações externas, sejam positivas ou negativas, conquistou os jogadores. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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A “blindagem” do técnico às avaliações externas, sejam positivas ou negativas, conquistou os jogadores. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

A defesa é o maior exemplo de que, aos poucos, o Palmeiras cria uma identidade. Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto se firmaram como o quarteto titular à frente de Fernando Prass. Os volantes Gabriel e Arouca também se tornaram donos inquestionáveis das posições. Resta saber apenas como o meio-campo e o ataque serão formados quando Valdivia e Cleiton Xavier estiverem à disposição.

– Estamos evoluindo em um momento bom. Quando chegarmos às finais, estaremos preparados. Vamos brigar pelo título. É difícil, mas estamos no caminho certo – analisou o meia Robinho, autor de um golaço, por cobertura, no Choque-Rei.

Restam três jogos para o Palmeiras antes do mata-mata do Campeonato Paulista. No domingo, a equipe encara o RB Brasil, em Campinas. Depois, pega o Mogi Mirim, dia 5 de abril, em casa, e fecha a primeira fase contra o Ituano, dia 8, em Itu. O Verdão já está garantido nas quartas de final. Agora, tenta ganhar o maior número possível de pontos para crescer na classificação geral – hoje, é o terceiro melhor, atrás de Santos e Corinthians.

Fonte: Globoesporte

 

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Autor: MP

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