1993 pode se repetir domingo, basta a vontade dos jogadores

O que 1993 tem de parecido com o jogo de domingo?

1993 evair
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Evair comemorando o gol do título!

Partiu Evair pra bola, bateu, É GOL! (gol, gol gol)! E agora eu vou soltar a minha voz!!! GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLL DO PALMEIIIIIIRASSSSS!!!! O Palmeiras é Campeão Paulista de 1993 em cima do Corinthians!” – José Silvério, 12 de junho de 1993.

Isto não é a narração de um simples gol ou um título paulista. Significa um marco pra quem de fato conhece a história do maior campeão nacional. E por mais que o jogo de domingo não seja final e que o Campeonato Paulista não tenha mais o MESMO charme daquela época, o jogo do próximo domingo tem um significado muito parecido….

O Palmeiras vinha de uma fila de 17 anos sem títulos e uma década de 80 desastrosa após anos de muita alegria. Torcida desacreditada, um camisa 9 afastado em 1991 por não ser “bom o suficiente tecnicamente” pelo então diretor de futebol Cipullo, um técnico que veio do Bragantino… Muito parecido com o momento atual, também proveniente de uma década desastrosa, duas séries B, apenas dois títulos nesse período após anos de glória, desacreditado perante os principais rivais nos últimos anos.

Vocês conhecem algum time que tem jogadores tão idolatrados por serem campeões Paulistas como é o Palmeiras de 93/94? Nem eu. Porque aquele jogo não foi uma simples final (nem pra nós nem para os Gambás), foi exatamente o momento que mudamos a “chavinha” do stand by pra voltarmos ao topo, após uma mudança radical no comportamento da diretoria e do time, lugar de onde nunca deveríamos ter saído. O jogo que mudou a moral do time da torcida. E o jogo de domingo tem um contexto muito parecido, por mais que não seja uma final.

Time todo reformulado, torcida empolgada e lotando estádios, um técnico que não é imune de críticas mas que também não é odiado por 100% da torcida, jogadores capazes de decidir… O jogo de domingo serve para dar moral para o Palmeiras e falar: sim, conseguimos e estamos prontos pra voltar a ser campeões. A chance de eliminar os rivais dentro do novo estádio que eles alugam do governo pela primeira vez, tirar uma longa invencibilidade deles lá, ir pra final paulista mais confiante e respeitado… Repetindo: não é uma simples semi-final… esse jogo vale MUITA coisa. E se os jogadores que hoje estão no Palmeiras pretendem entrar pra história, o jogo de domingo é o pontapé inicial e o passo mais importante pra isso!

Para que isso aconteça, dependemos da vontade e gana de ganhar de 28 peças: Oswaldo de Oliveira, Prass, Aranha, Jaílson, Jackson, Nathan, Tobio, Victor Ramos, Vitor Hugo, Wellington, João Pedro, Lucas, Zé Roberto, Arouca, Gabriel, Renato, Victor Luís, Girotto, Amaral, Cleiton Xavier, Robinho, Ryder, Valdívia, Cristaldo, Dudu, Kelvin, Leandro Pereira e Rafael Marques.

Que domingo, dia 19/04/2015 seja um 12/06/1993. Que Prass seja um Sergio, que Lucas seja um Daniel, que Tóbio seja um Tonhão e que Victor Ramos seja um Antônio Carlos, que Zé Roberto ou João Pedro tenham um dia de Roberto Carlos, que Arouca tenha um dia de César Sampaio, que Gabriel tenha um dia de Mazinho. Que Robinho tenha um dia de Zinho, que Valdívia tenha um dia de Edílson, que Dudu tenha um dia de Edmundo, que Rafael Marques tenha um dia de Evair e que Oswaldo de Oliveira tenha um dia de Luxemburgo.

Eu acredito em você, Palmeiras!

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Autor: MP

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