Há 11 anos Rafael Marques era substituto do rival e amigo V. Love

Substituto de Love no Verdão há 11 anos, Rafael Marques revê o amigo

Revelados pelo Palmeiras, atacantes atuaram juntos no Verdão em 2004. Neste domingo, eles disputam uma vaga na decisão do Campeonato Paulista

Rafael Marques comemora um de seus gols na vitória sobre o São Paulo por 3x0. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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Rafael Marques comemora um de seus gols na vitória sobre o São Paulo por 3×0. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Em 2004, o caminho de dois atletas que iniciavam suas carreiras se cruzou no Palmeiras. Talento promissor da base alviverde, Vagner Love vinha da conquista de um título e com status de novo xodó da torcida, enquanto Rafael Marques, embalado por um bom desempenho na Copa São Paulo, buscava espaço pela primeira vez em um clube grande.
Neste domingo, onze anos depois e com carreiras consagradas, os dois estarão em campo para disputar uma vaga na decisão do Campeonato Paulista. Mas com camisas diferentes.
Se Rafael Marques voltou ao Verdão no início deste ano para escrever um novo capítulo da sua história no clube, Vagner Love acertou com o rival como o peso de ser a principal contratação alvinegra para a temporada.

– Subi como substituto dele, mas lembro que na época tinha Kauê e Adriano Chuva também. Eu cheguei ao Palmeiras com uma idade para jogar no time júnior, mas já para o profissional. Como eu ainda podia disputar uma Copa São Paulo me colocaram para jogar. Na época falaram que era bom para eu aparecer, eu estava na Ponte e algumas pessoas não conheciam. Mas não vim com a intenção de substituir o Vagner Love porque até achei que ficaria mais tempo no clube – recordou Rafael.

Em 2004, com poucos jogos como profissional, Rafael Marques teve a missão de substituir Love na primeira semifinal do Paulistão daquele ano, mas passou em branco no empate em 1 a 1 com o Paulista de Jundiaí. No jogo de volta, já com o titular de volta mesmo fora de forma, o placar em 3 a 3 levou a decisão para as cobranças de pênaltis, disputa vencida pelo time do interior.

– É bacana relembrar, mas hoje vivo uma situação diferente. Estou mais experiente, trabalho com um grupo bom. Não que aquele grupo não fosse bom. Espero que seja diferente a história no fim. Fomos para os pênaltis naquela partida, lembro até quem perdeu. Espero que não precise de pênalti no domingo e que eu possa sair mais feliz que o Vagner – disse.

O rápido sucesso de Vagner Love no Palmeiras fez o atacante ter uma curta carreira no clube. Ainda em 2004 ele acabou negociado com o CSKA Moscou, da Rússia, mas retornou ao Verdão em 2009 com o peso de ser o grande reforço do clube para a reta final do Campeonato Brasileiro.
O que era um enredo quase garantido de final feliz, devido ao bom momento do time comandado por Muricy Ramalho na liderança do torneio, acabou se transformando em pesadelo. A queda de rendimento da equipe nas últimas rodadas acabou tirando o Palmeiras até da zona de classificação para a Libertadores, e Love foi apontado como um dos culpados. Agredido por um torcedor na rua, pediu para ser negociado e acabou acertando com o Flamengo. No Rio, o “troco” veio em 2012, quando o atacante marcou nos minutos finais do empate em 1 a 1 em Volta Redonda que acabou determinando o rebaixamento alviverde.
Agora no Corinthians, Vagner Love terá sua primeira oportunidade de enfrentar o ex-clube vestindo a camisa do maior rival. Com o desfalque de Guerrero, ele será mantido entre os titulares e vai reeditar um duelo que já teve como palco os estádios do Rio de Janeiro e até da China contra Rafael Marques. A partida em Itaquera não intimida o palmeirense.

– Para nós a responsabilidade é a mesma. Com todo respeito ao Corinthians, vamos lá buscar a vitória. Esse é o projeto do Palmeiras neste ano, chegar aos títulos. Esse é o primeiro que temos de abraçar para dar confiança ao restante do ano – disse Rafael Marques, que é só elogios ao ex-companheiro e agora rival.
– Sempre admirei o Vagner, ainda admiro, é um jogador de muita qualidade. Na função que ele joga são poucos que fazem o que ele faz. Tem controle de bola, sabe fazer parede. Sempre procurei ver o jeito que ele joga. É especial jogar contra ele. Admiro muito, é um excelente atacante. Mas nesse jogo não vou torcer como sempre torci por ele (risos) – completou.

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Autor: MP

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