Prass relembra pênalti decisivo contra Corinthians e projeta final equilibrada

Com duas defesas nas penalidades máximas, o camisa 1 relembrou o confronto com Petros, que culminou na festa palestrina.

Aos 36 anos de idade, o goleiro Fernando Prass já passou por diversas situações durante a sua longa carreira no futebol. No último domingo (19), jogando fora de casa contra o Corinthians, o arqueiro viveu outro momento especial e entrou para história do Verdão ao ser decisivo na classificação palmeirense para a final do Campeonato Paulista desta temporada.

Com duas defesas nas penalidades máximas, o camisa 1 relembrou o confronto com Petros, que culminou na festa palestrina.

“A confiança eu tinha, todo jogador profissional sabe pegar bem na bola. Para mim, mais da metade do pênalti é emocional. Pode me botar para bater 10 pênaltis aqui e eu farei nove, mas no jogo eu não sei, nunca bati. O goleiro tem de tentar fazer qualquer coisa para desconcentrar o jogador porque, se o cara for colocar a bola tranquilo e mentalizar aonde baterá, a chance do gol é grande. O goleiro tenta fazer algo para tirar a concentração e trazer nervosismo para o jogador”, disse.

O atleta admite, porém, que todo arqueiro precisa ter um fator a mais nas disputa por pênaltis:

“Tem muito do momento, do batedor… Claro que tem de ter uma explosão boa para pegar o pênalti, mas tem de contar com a sorte também porque 90% dos pênaltis que o goleiro vai defender ele tenta adivinhar o canto. Dificilmente, o goleiro sai depois da saída da bola. Tem de contar com um pouco de sorte, e neste jogo eu contei também”, falou Prass, valorizando a segunda-feira (20) de folga após o duelo deste final de semana.

Prass foi excencial na vitória do Verdão sobre o Corinthians, resultando na classificação para a final do Paulistão. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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Prass foi excencial na vitória do Verdão sobre o Corinthians, resultando na classificação para a final do Paulistão.
(Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

“Aproveitamos para descansar, limpar a cabeça. A gente sabe o quanto a gente sofre com derrotas, somos massacrados. Às vezes, uma derrota te custa quatro ou cinco dias, você fica remoendo. E a vitória, que é a melhor parte, você tem de absorver em um dia. Tivemos sorte porque tivemos um dia de folga, a gente se desligou um pouco do que está acontecendo do lado de fora”, declarou.

O jogador valorizou o tempo que pôde ficar junto de seus familiares:

“Nós (jogadores) nos falamos, mantivemos contato, mas tudo entre a gente. Até porque às vezes precisamos dar atenção para nós mesmos, teremos jogos decisivos agora. Jogaremos as finais do Paulista, depois tem Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Teremos uma sequência, e talvez não tenhamos oportunidade de curtir a família como tivemos ontem”, afirmou o defensor.

No próximo domingo (26), às 16h, no Allianz Parque, em São Paulo-SP, o Palmeiras começa a disputa pelo título do Estadual diante do Santos. Já o segundo duelo está marcado para o dia 03 de maio (domingo), às 16h, no estádio da Vila Belmiro, no litoral paulista. Mesmo confiante com o sucesso palmeirense no Paulistão, Fernando Prass prefere adotar um discurso cauteloso.

“Tem de ter muito cuidado porque as avaliações, principalmente de quem está fora, são muito volúveis. A gente tinha evoluído depois do jogo contra o São Paulo, e depois não evoluímos contra o Red Bull. Agora, nós ganhamos do Corinthians e evoluímos de novo. Sempre preguei que o Palmeiras não estaria pronto até o começo do Brasileiro, mas isso não nos impediria de brigar por títulos. Este grupo tem passado por situações novas, como disputa por pênaltis, nunca tinha jogado um clássico também… Demora um pouco para amadurecer”, lembrou.

De acordo com o camisa 1, as chances de conquistar o troféu do campeonato regional são iguais para ambas as equipes.

“Aquele jogo já foi de igual para igual (2 a 1 para o Santos, na Vila), claro que o Santos colocou suas ideias, e nós também estamos evoluindo. Os times se encontrarão algumas semanas depois e em um momento melhor. É um clássico, ainda mais em uma final de campeonato, e agora com dois jogos, sem vantagem. A única vantagem é o Santos ter o segundo jogo em casa. Não dá para dizer quem está melhor ou pior, chega com 50% para cada um”, avaliou o palestrino, valorizando o fator casa nesta fase decisiva.

“Os dois times apostam muito na torcida, por isso mesmo que o Santos preferiu jogar na Vila (Belmiro), sente-se mais confortável. E o Palmeiras está tendo um ambiente maravilhoso no Allianz Parque. A média de público é de 30 mil pessoas, isso em fase classificatória, nem estávamos na final. O que a torcida vem fazendo é sensacional, o que veremos no domingo é a torcida mantendo a média do que fez durante o campeonato todo”, completou.

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Autor: MP

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