Pós-Jogo: Palmeiras 1 x 0 SFC – A 135ª vitória no clássico

Diego Garcia Barboza (@diegogarbar)
Redação Mídia Palmeirense

 

O Divino, Ademir da Guia, passa por Pelé, em confronto que marcou a história dos times nas décadas de 60 e 70.
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O Divino, Ademir da Guia, passa por Pelé, em confronto que marcou a história dos times nas décadas de 60 e 70.

No jogo que homenageou os 100 anos do clássico entre Palmeiras e Santos, o Verdão se sagrou o vencedor mais uma vez e atingiu a marca de 135 vitórias no confronto. O número de triunfos a nosso favor mostra a superioridade histórica do Verdão sobre o seu rival da baixada santista. São 135 vitórias, 83 empates e 100 derrotas. Antes da partida alguns ídolos da história do Palmeiras, que protagonizaram o clássico nas décadas anteriores, entraram em campo com o time para receber essa homenagem. Destaque para Ademir da Guia, o maior jogador da história do Verdão e que durante os anos 60 e 70, duelou contra o rival pela hegemonia do futebol paulista e brasileiro.

O momento oposto dos times no campeonato passou a sensação de que teríamos um jogo mais tranquilo. O SFC vinha mostrando um futebol muito fraco nos últimos jogos. Mas dentro de campo o Palmeiras não fez a grande partida que a torcida imaginava e o jogo foi muito parelho. Marcelo Oliveira adotou a mesma estratégia que utilizou no jogo contra o SPFC: deu a posse de bola para o adversário e buscou explorar os contra-ataques em velocidade para matar o jogo. Mas o bom setor ofensivo do rival deu mais trabalho do que o esperado e a proposta se mostrou arriscada. O sistema defensivo do Palmeiras, porém, estava afinado e não permitiu que o rival criasse boas chances próximas ao gol. Em contrapartida, tivemos muita dificuldade em nossa transição defesa-meio-ataque e por diversas vezes acabamos perdendo a bola em nossa intermediária, dando chutões para desafogar o time ou na tentativa de criar alguma chance no ataque.

O SFC teve aproximadamente 60% da posse de bola, mas não aproveitou as suas oportunidades. Começou melhor o jogo, mas acabou levando o gol um pouco depois. O Verdão ficou menos com a bola no pé, mas matou o jogo logo aos 13 minutos, em uma jogada que começou com Rafael Marques, passou por Robinho e terminou com um golaço de Leandro Pereira em jogada de pivô. A qualidade individual do jogador fez a diferença nesse momento. Depois do gol, ao contrário do que poderíamos imaginar, o Palmeiras ficou mais preso no seu campo de defesa e tentava sair para o contra-ataque. Sem grandes emoções durante o primeiro tempo.

No segundo tempo, nenhuma grande mudança no panorama da partida. O Palmeiras se mantinha postado em seu campo de defesa, esperando as ações do rival, mas com uma defesa sólida que rechaçava as tentativas de gol adversário. O SFC manteve a vantagem da posse de bola e agredia com velocidade, mas não criava chances reais de gol. No fim do jogo na base da correria, a equipe da baixada criou duas chances. Uma para fora e a outra que parou nas mãos de Fernando Prass. Para apimentar o fim da partida, uma pequena confusão entre o nosso arqueiro e Ricardo Oliveira. Um empurra-empurra entre os jogadores e acusações dos dois lados após o jogo. Faz parte do clássico.

A partida acabou 1×0 para o Palmeiras, que conquistou a sua quinta vitória em 6 jogos no Brasileirão e agora está a apenas 2 pontos do G-4 e a 4 do líder. Estamos muito na briga! O SFC afundou ainda mais e se mantém em 17º com 13 pontos e com a defesa mais vazada do campeonato.

O JOGO

O Palmeiras entrou em campo para o seu maior público no Campeonato Brasileiro até o momento. Recorde de público e de renda. Estavam presentes no Allianz Parque 38.220 alviverdes confiantes, que lotaram as ruas do entorno do estádio em mais uma agradável tarde de futebol no domingo. Como o esperado, Marcelo Oliveira mandou a campo o time que realizou o último treinamento no sábado. Sem novidades, os titulares foram: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel e Arouca; Rafael Marques, Robinho e Dudu; Leandro Pereira.

A postura que os times adotariam ficou evidente logo nos momentos iniciais da partida. O Verdão deixaria o Santos trabalhar com a posse de bola, e tentaria matar o jogo nos contra-ataques. Os nossos dois laterais ficaram resguardados na linha de 4 defensores e não avançaram muito para não permitir que Gabriel e Geuvânio tivessem liberdade na intermediária do Palmeiras. Desse modo perdemos força no apoio ao ataque e no desafogo da defesa, mas ganhamos mais solidez na parte de marcação. Mesmo sem o domínio da posse de bola, o Palmeiras era mais objetivo em suas chegadas e levou mais perigo ao gol do Santos. A primeira chance da partida veio em um chute de Gabriel de fora da área. Ele bateu forte, mas a bola foi no meio do gol e não exigiu muito do goleiro adversário. Depois, em uma falta da entrada da área, Egídio bateu forte, e reto, mas a bola foi nas mãos de Vanderlei.

Leandro Pereira foi o autor do gol do Palmeiras. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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Leandro Pereira foi o autor do gol do Palmeiras. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Não demorou muito para o Verdão abrir o placar, logo aos 13 minutos. Egídio roubou a bola na defesa, Robinho conduziu do campo de defesa até o meio de campo e tocou para Rafael Marques. Ele puxou a marcação do SFC e um buraco se abriu a frente da área do adversário. Ele recebeu a bola de volta com a marcação atrasada e encontrou Leandro Pereira na linha da grande área, com a marcação de Werley em suas costas. O centroavante mostrou uma de suas maiores habilidades; ele dominou a bola, deu um toque de pé direito para o lado e girou em velocidade em cima da marcação, batendo forte de esquerda, no cantinho do gol de Vanderlei. Um GO-LA-ÇO!!! O Allianz Parque veio abaixo!! Grande jogada do centroavante que mostrou muita qualidade para fazer a jogada de pivô. 1 x 0 Palmeiras.

O SFC tentou responder com um chute de Ricardo Oliveira, após falha de Victor Ramos em uma antecipação no meio campo, mas Fernando Prass fez a defesa com tranquilidade. O rival criou outra chance em um chute de fora da área, mas a bola pegou um efeito e passou perto da trave esquerda de Prass. Antes do fim do primeiro tempo, um lance de pênalti em cima de Dudu, que foi agarrado dentro da área por Werley. O árbitro não deu nada e mandou o lance seguir. A partida foi para o intervalo com muita disputa dentro de campo, mas sem grandes chances de gol para os dois lados.

No segundo tempo, nenhuma mudança tanto nas escalações como no futebol dentro de campo. O Palmeiras poderia ter se imposto na partida e sofrido menos pressão, mas preferiu manter a sua postura do primeiro tempo e esperar o adversário. A primeira chance da segunda etapa foi novamente do Palmeiras. Em falta na direita, próxima da área do rival, Robinho cobrou o lance para o meio da área, e Leandro Pereira saiu por trás da marcação e conseguiu cabecear; mas a bola saiu alta e passou por cima do gol. Marcelo Oliveira decidiu fazer duas trocas na equipe. Tirou Arouca, que já tinha o cartão amarelo e colocou Amaral. E no lugar de Dudu, mandou a campo Gabriel Jesus.

A segunda chance também foi do Palmeiras. Rafael Marques deu um toque pelo alto para Gabriel, que estava na entrada da área do rival; ele dominou no alto e bateu com ela pingando, a meia altura de Vanderlei, que estava bem posicionado e fez a defesa. Mais uma substituição no Verdão. Saiu o autor do gol, Leandro Pereira para a estréia do argentino, Lucas Barrios. Os dois foram muito aplaudidos pela torcida. Leandro teve o seu nome gritado pelo estádio, em reconhecimento pela sua boa atuação.

No segundo tempo, Lucas Barrios substituiu Leandro Pereira e fez sua estreia com a camisa do Verdão. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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No segundo tempo, Lucas Barrios substituiu Leandro Pereira e fez sua estreia com a camisa do Verdão. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

O SFC ainda teve duas grandes chances. Na primeira, com Neto Berola. Ele recebeu na esquerda, na entrada da área e partiu para dentro da nossa defesa; driblou Egídio e bateu de esquerda, mas a bola subiu e passou a esquerda da trave de Prass. No segundo lance, Gabriel do SFC recebeu um passe alto da lateral na entrada da área; ele dominou com o pé esquerdo e bateu contra o chão, no canto esquerdo de Prass, que voou e espalmou para o escanteio em grande defesa.

O Santos continuou tentando pressionar, mas não conseguiu criar mais nenhuma chance. O jogo teve uma confusão entre Fernando Prass e Rircardo Oliveira, que se estranharam em 2 lances e que culminou em um empurra-empurra antes de um escanteio. O Palmeiras catimbou e conseguiu controlar a partida até o fim, aos 50 minutos. VITÓRIA VERDE!!!!

O Palmeiras não fez um grande jogo como em outros clássicos, mas entrou na partida sabendo o que deveria fazer para vencer. Não é o tipo de jogo que mais agrada a torcida, pois nos dá muitos sustos durante o jogo e o time fica muito pressionado o tempo todo. Mas foi competente e fez o placar em uma jogada coletiva, que começou na defesa em uma roubada de bola de Egídio, teve a movimentação do meio campo com Robinho e Rafael Marques que inteligentemente abriram espaços, e contou com a finalização perfeita do atacante Leandro Pereira. A integração entre o coletivo e o individual. Era o que Marcelo Oliveira buscava na partida. Matar o jogo em um lance de contra-ataque, sabendo da qualidade de seu time.

Uma breve menção ao árbitro da partida, o Sr. Wagner do Nascimento Magalhães, que fez um péssimo serviço ontem. Inverteu e inventou faltas. Não tinha critérios em lances idênticos seguidos e não deu o pênalti em cima de Dudu. Não queremos uma arbitragem caseira, mas também não podemos ser prejudicados em casa. Bom, o que vale, é que conquistamos os 3 pontos, isso é o mais importante. E se existia algum fantasma da final do Paulista, ele ficou no passado. Agora estamos colados no G-4 e o time é realidade no Campeonato. 5 vitórias em 6 jogos, nos colocaram de volta na briga. E essa disputa será muito acirrada até o fim.

Marcelo Oliveira chegou a seis vitórias em oito jogos no comando do Verdão. (Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)
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Marcelo Oliveira chegou a seis vitórias em oito jogos no comando do Verdão. (Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

O elenco recheado tem a sua importância nessa altura do campeonato e o treinador mostrou que sabe utilizá-lo coerentemente. Independente de nomes jogarão os que merecerem. Lucas Barrios chegou para ser o 9 referência, mas terá de entrar numa briga muito boa com os outros 3 centroavantes do time. Cristaldo é o xodó da torcida e tem 12 gols no ano. Leandro Pereira fez 3 gols nos últimos 2 jogos. E Alecsandro se recupera de lesão e estará na briga também, apesar de ser o menos cotado no momento. O excesso de atletas numa posição será sadia, pois a disputa será muito intensa e obrigará a todos a darem o seu melhor para jogarem. Teremos 4 leões brigando por uma vaga. E já vimos o resultado disso nas atuações de Leandro Pereira. Excelente para o time! Mas para dar certo, Marcelo Oliveira não pode deixar de lado seus critérios, por pressões externas.

O Palmeiras terá dois dias de folga para se recuperar e voltará a trabalhar com bola na quarta. O time terá tempo para treinar após a maratona de partidas e voltará a campo apenas no domingo, contra o Vasco em São Januário. Até lá, dormiremos na 6ª posição a apenas 2 pontos do G-4. Difícil não ficar muito motivado quando as coisas dão certo. Vencemos os 3 clássicos do 1º turno, algo que não acontecia há 11 anos. Isso dá muita força ao elenco. Hoje, time e torcida estão jogando juntos, após muito sofrimento nos últimos anos. E quando essas duas coisas se combinam, ficamos muitos fortes.

 

Vamos com tudo por essa briga! Até o fim!

Vamos PALMEIRAS!!!!

 

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 x 0 SANTOS

Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Data: 19 de julho de 2015, domingo
Horário: 16h (horário de Brasília)
Público: 38.220 torcedores
Renda: R$ 2.741.640,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa (Fifa-RJ) e Dibert Pedrosa Moises (RJ)
Cartões amarelos: Egídio, Leandro Almeida e Arouca (PAL); Neto Berola, Werley e Ricardo Oliveira (SAN)
GOL: PALMEIRAS: Leandro Pereira, aos 13 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel e Arouca (Amaral); Rafael Marques, Robinho e Dudu (Gabriel Jesus); Leandro Pereira (Lucas Barrios) Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Marquinhos Gabriel) e Lucas Lima; Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Nílson) e Ricardo Oliveira Técnico: Dorival Júnior

 

 

 

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