Vencemos, mas não convencemos…

Diego Garcia Barboza (@diegogarbar)
Redação Mídia Palmeirense

O resultado veio, vencemos o Cruzeiro ontem em casa, pelo placar de 2×1. Infelizmente tomamos um gol, que pode ter um grande peso negativo para a partida de volta, semana que vem em BH. O 1×0 seria mais vantajoso, mas, de qualquer maneira, vamos jogar a partida de volta com a vantagem pelo empate. Todos sabem da importância de não levar gols em casa no mata-mata e certamente os jogadores estão cansados de saber desse fato. Mas fizemos a nossa parte no Allianz Parque, o adversário terá de correr atrás do prejuízo no Mineirão e se o Palmeiras for inteligente, saberá aproveitar as brechas deixadas pelo time mineiro e matará a partida.

Antes do jogo já falamos que, independente da posição do Cruzeiro no Brasileirão, a Copa do Brasil é um campeonato diferente e as forças se igualariam. O jogo foi difícil e com um placar apertado, com essa regra o resultado final foi quase 2 x 1,5. Mas, se eles tiveram condição de fazer um gol aqui, nós temos time para conseguir a vitória lá. O que deixa o torcedor com uma pulga atrás da orelha é: Se o Palmeiras tem mais time, como o Cruzeiro vem aqui na nossa casa e faz uma partida superior à nossa, criando mais chances e com mais tempo bola dominante? Muitos poderão responder que a posse de bola não importa e que nós conseguimos aproveitar melhor as nossas chances, tivemos eficiência. De qualquer maneira, incomoda ver o Palmeiras levando pressão durante toda a partida e assistindo o adversário controlar o jogo, para aí tentar reagir. Alguma coisa está errada.

Mesmo em casa, Marcelo Oliveira monta o time para jogar no contra-ataque na maioria das partidas. Foi assim contra o SPFC, SFC, Flamengo e Cruzeiro. Vencemos todas é verdade. Mas, com exceção da goleada por 4×0 contra o SPFC, na maioria dos jogos passamos por um sufoco desnecessário em momentos que o time aparenta cochilar e esquecer-se de buscar o gol. Parece uma crítica injusta, afinal temos o 2º melhor ataque do Brasileirão, vencemos Avaí por 3×0 e Flamengo por 4×2, mas esse tipo de proposta não passa segurança para o torcedor palestrino. O próprio treinador percebeu que, nas duas últimas partidas, tudo poderia ter ido por água abaixo em questão de minutos se os adversários aproveitassem suas chances.

A questão é que o equilíbrio precisa ser encontrado pelo Palmeiras durante os jogos. Contra o SPFC a proposta foi ótima, pois demos a posse de bola para um time lento, com defesa fraca e conseguimos impor o nosso jogo em contra golpes mortais. Contra o SFC demos o campo ao rival, para não sermos pegos nos contra-ataques velozes de seus atacantes e fizemos o placar em um lance individual. Mas será que havia necessidade de fazer isso contra times inferiores tecnicamente (Flamengo e Cruzeiro) até que ambos gostassem do jogo, crescessem, empatassem e nos pressionassem como se fossem os mandantes das partidas?

Na entrevista coletiva de ontem, o treinador reconheceu a situação e percebeu que algo tem de ser mudado. Uma equipe com a qualidade técnica do Palmeiras, não pode esperar adversários virem ao Allianz Parque lotado e ficarem trocando passes em nosso campo, sem que haja uma reação do time. Precisamos ter maior controle da bola e não só contra-atacar com velocidade, mas também saber atacar. São duas vitórias nos últimos dois jogos e isso é ótimo, sem dúvida. Mas a equipe precisa evoluir e controlar melhor os jogos, para não termos surpresas negativas em confrontos que não precisam de complicação. Conseguimos reencontrar as vitórias, agora precisamos reencontrar o bom futebol. Sem tirar o mérito do golaço de Cleiton Xavier, em linda jogada coletiva da equipe.

Vamos com tudo para essa sequência mineira em BH, vamos Verdão!

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