Pós-Jogo: Palmeiras 0 x 1 Atlético-PR – Manhã difícil…

Diego Garcia Barboza (@diegogarbar)
Redação Mídia Palmeirense

Cabeça quente. Jogo difícil, como muitos outros que enfrentaremos nesse duro e extenso Campeonato Brasileiro, contra um adversário bem postado em campo e muito eficiente na marcação. E um Palmeiras em uma manhã pouco inspirada, que esbarrou em muitos erros de passes, falta de criatividade no meio de campo e apresentação coletiva abaixo da média das outras partidas. Até agora,este foi o pior jogo com Marcelo Oliveira em seu comando, mas, talvez, contra o melhor adversário destes 9 jogos. O Atlético marcou em cima, dobrou a marcação em nossos jogadores muitas vezes e trouxe perigo nos contra-ataques, principalmente com a entrada de Walter, que passou a incomodar a nossa defesa.

Não foram muitas as chances de perigo criadas pelos dois lados. O Palmeiras teve a posse de bola, principalmente no 1º tempo, mas no momento em que ia finalizar sempre era travado pelo adversário. E muitas vezes optou por mais um toque e aí perdíamos a jogada. Um velho problema que víamos acontecer há 2 meses atrás com Oswaldo de Oliveira, contra times que vinham jogar retrancados aqui. Mas o Atlético-PR, diferente de outras equipes, não renunciou ao jogo e ficou na espera de um erro. O time adiantava a sua marcação para tentar roubar a bola em nossa defesa, mas não finalizava com muito perigo, apesar de Prass ter feito 2 boas defesas no 1º tempo. Uma em um chute a queima-roupa e outra de fora da área. Do nosso lado os lances mais perigosos foram o chute de Robinho de fora da área, no canto esquerdo, que Weverton foi buscar e uma cobrança de falta (depois de boa jogada dele mesmo) que passou perto da trave. De resto, apenas tentativas para fora.

Gabriel se machucou e foi substituído ainda no 1º tempo. (César Greco/Ag.Palmeiras)
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Gabriel se machucou e foi substituído ainda no 1º tempo. (César Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

O grande azar da etapa inicial foi a saída de Gabriel. O motor do time teve uma torção no joelho esquerdo e deixou a partida. Andrei Girotto entrou em seu lugar. Na volta do intervalo, Kelvin entrou no lugar de Rafael Marques, que fazia uma partida abaixo da média, apesar de ter dado alguns bons passes. O menino entrou arisco no jogo e conseguiu finalizar mais do que o time tinha feito na primeira etapa. Dudu não estava bem, o ritmo de Robinho caiu e a bola não chegava para Leandro Pereira, que foi substituído por Barrios. As descidas pelas laterais eram as únicas jogadas de ataque, mas não davam certo. Pelo meio não conseguíamos fazer nada e muitas vezes vimos buracos nesse setor, tanto na parte ofensiva como na defensiva.

Na falta de criatividade, o Palmeiras tentou pressionar o Atlético-PR mas não assustava. Bolas alçadas de longe de qualquer maneira facilitavam a vida dos defensores adversários e nenhuma jogada se concretizava. E Barrios só recebia pelo alto. O empate parecia ser o destino no jogo. Por que individualmente e tecnicamente ninguém estava inspirado. No adversário, Otávio, Nikão e Walter estavam bem. O primeiro roubou muitas bolas durante a partida e deu bons passes. Nikão infernizou a defesa pelo lado esquerdo. E Walter aproveitou a falha individual de Lucas em um escanteio e não perdoou. Guardou o seu e fechou a conta da partida. O Verdão ainda tentou buscar o empate, mas realmente não era o dia do time. 3 pontos essenciais que não poderíamos ter perdido. Ainda mais porque na sequência jogaremos duas partidas fora de casa. Ficamos com 28 pontos e fomos ultrapassados por Fluminense (30 pontos), Sport (29) e Atlético-PR pelo número de vitórias (9). Esse tipo de tropeço não tem volta. A não ser que ganhemos um jogo muito improvável fora de casa. Paciência..

 

O JOGO

Dias antes da partida, os ingressos já estavam esgotados, então a expectativa era de quebra de recorde de público no Allianz Parque. Foi por pouco. Compareceram 38.794 pagantes, que geraram uma renda de R$3.325.090,00 (maior que o de costume, por conta da venda de entradas inteiras apenas). O Palmeiras entrou em campo com a formação de sempre e os relacionados foram: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel e Arouca; Rafael Marques, Robinho e Dudu; Leandro Pereira. O Atlético-PR veio sem novidades.

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Robinho dribla Otávio e recebe a falta na entrada da área. (César Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

O Palmeiras começou o jogo colocando pressão no adversário. O time fez a tradicional blitz nos minutos iniciais e o Atlético não conseguia sair para o jogo. A primeira chance foi criada pelo Palmeiras. Rafael Marques no meio de campo tocou para a passagem de Robinho na direita, o meia conduziu pela lateral e cruzou para a área, mas a bola passou a centímetros de Leandro Pereira. A resposta do Atlético-PR veio em um lance de muito perigo. Bola enfiada por Otávio para Crysan nas costas de Leandro Almeida, o atacante saiu na cara de Prass, encheu o pé, mas o nosso arqueiro espalmou para fora. Em outro lance Marcos Guilherme conseguiu assustar em um chute de fora da área, mas Prass conseguiu encaixar a bola antes que ela tocasse o chão.

A segunda jogada de perigo do Verdão veio dos pés de Robinho. Egídio conduziu pela esquerda e encontrou Robinho no meio, na frente da área. Ele limpou o adversário, perdeu o controle da bola, mas conseguiu ajeitar mesmo assim e disparou o chute rasteiro de fora da área. Weverton se esticou e conseguiu rebater para fora. Aos 30 minutos Gabriel sentiu uma torção no joelho esquerdo e teve de ser substituído. Em seu lugar, entrou Andrei Girotto.

O Palmeiras assustou novamente no fim do primeiro tempo: Victor Ramos deu um lançamento da intermediária para Rafael Marques, que estava no bico da área; ele dominou no peito, tocou para Egídio, que cruzou e Leandro Pereira completou por cima do travessão. Já no fim da etapa inicial Robinho deu um rolinho em Otávio e ia chegando à entrada da área, mas foi puxado e  tocado por baixo; falta. Ele mesmo foi para a cobrança; a bola parecia ter endereço certo, mas foi desviada pela barreira e saiu pela linha de fundo. Essa foi a última jogada de perigo no primeiro tempo.

Para o segundo tempo, Marcelo Oliveira fez uma modificação na equipe. Sacou Rafael Marques e colocou Kelvin em seu lugar. Rafael não estava bem e provavelmente foi afetado pela sinusite que teve durante a semana. Kelvin deve ter ouvido um pedido especial de Marcelo Oliveira, para chutar a gol, pois o menino logo que entrou já partiu para cima e tentou as finalizações. Em um lindo lance individual pelo bico direito da área, ele recebeu a bola, levou com o pé esquerdo, mas deu um corte seco por trás de seu corpo e acertou um chute de pé direito para a defesa de Weverton.

Em uma falta na lateral esquerda, Egídio bateu pro meio da área, mas antes da bola chegar para Leandro Pereira, um desvio tirou do pé do atacante. Depois de alguns minutos, ele sairia para a entrada de Lucas Barrios. O problema é que a bola que não chegava para Leandro Pereira, também não chegava para o atacante argentino. Ele até tentou ajeitar algumas bolas e fazer tabelas, mas elas não tinham continuação ou sempre chegavam quadradas para ele, via jogo aéreo. Com isso, o Palmeiras não causava nenhum perigo e o Atlético passou a incomodar com a entrada de Walter.

Kelvin entrou no lugar de Rafael Marques e criou algumas chances. (César Greco/Ag.Palmeiras)
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Kelvin entrou no lugar de Rafael Marques e criou algumas chances. (César Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

O adversário passou a dominar as ações da partida e chegava melhor ao ataque do que o Palmeiras. A primeira chegada de perigo foi em uma jogada em que Walter estava no bico da área pela direita, inverteu para Nikão no outro lado, que matou no peito, driblou Lucas e Arouca, invadiu a área e bateu cruzado. A bola chegou para Walter, mas ele estava impedido. Quase aos 30, Otávio roubou uma bola em nossa intermediária e conseguiu bater de fora da área. A bola parecia fraca, mas entraria no canto de Prass, que foi obrigado a espalmar para fora. Aos 32, na cobrança de escanteio, o castigo. 4 homens do Atlético-PR na área contra 5 do Palmeiras. No 2º pau estava Walter marcado por Lucas. A cobrança de Nikão foi no meio da grande área, Lucas saiu da marcação de Walter para afastar, mas cabeceou de maneira inacreditável para trás (se ele não encostasse na bola, ela chegaria para Egídio na entrada da área), no pé de Walter, que chegou antes de Prass e conseguiu completar de esquerda pro gol. Falha individual somada a muito azar.

Um balde de água fria no estádio inteiro. Apesar do muito tempo de jogo, a situação era evidentemente complicada, pois o empate naquela altura do jogo era ruim, mas parecia evidente pelo o que os dois apresentavam em campo. Com o gol o Palmeiras se lançou de qualquer maneira ao ataque para tentar empatar, mas o time não se encontrava e as bolas batiam no paredão formado pelo Atlético-PR em sua última linha e voltavam. A chance mais clara de empate foi em uma bola que subiu no meio da área, Victor Ramos foi tentar cabecear e acabou atrapalhando Barrios que estava melhor posicionado para finalizar. Depois, Egídio desperdiçou a nossa última chance em uma cobrança de falta que passou por cima do gol de Weverton. Fim de jogo no Allianz Parque. Ficou evidente a falta de um meia armador nesse time. Robinho não consegue armar as jogadas e dar aquele passe vertical necessário para quebrar 2 linhas compactas e próximas na defesa. Muitas vezes o meio de campo estava vazio e sem opções. Zé Roberto e Cleiton Xavier estavam no banco e poderiam ter sido colocados para melhorar o setor. Mas Marcelo Oliveira não pensou assim. E o que acontece com o camisa 8 ainda é um mistério para a torcida. Fellype Gabriel ainda não foi relacionado e nem sabemos como está.

O time ainda saiu aplaudido de campo, apesar do mau resultado. Mesmo com esse golpe doloroso, já que todos esperavam uma vitória e a subida aos 31 pontos para continuarmos na cola dos que estão a nossa frente. Esse é um claro sinal de que o torcedor está junto com o time. O problema é que agora o Atlético-MG abriu 7 pontos de diferença e o SCCP, 5. Estamos no bolo, mas essa derrota encerra as nossas esperanças de encostar na liderança nesse fim de primeiro turno (faltam apenas 3 rodadas). Com 3 vitórias chegaríamos aos 37, mas isso parece difícil. Conquistar 7 pontos seria o ideal. Um empate e uma vitória nos dois jogos fora de casa e a vitória contra o Flamengo em casa. Não podemos mais falhar nessas condições. E com essa derrota vamos ter de buscar uma vitória difícil fora.

O Palmeirense é um torcedor muito passional. Se com a sequencia de vitória nos últimos jogos, todos estavam eufóricos e sonhando com o título, com a derrota muitos já começaram a apontar defeitos no time e a reclamar de alguns jogadores. O que podemos dizer é que a situação não pode ser analisada nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. Devido ao enorme sofrimento e fracassos dos últimos anos, temos um comportamento de bipolaridade muito forte. Mesmo com a derrota, o aproveitamento continua excelente. Apenas duas derrotas em 9 jogos. Contra dois adversários diretos, mas em partidas que todos sabiam que seriam difíceis. As derrotas fazem parte dessa caminhada, mas não podemos desacreditar desse time. Estamos fazendo o nosso papel apoiando incondicionalmente nas arquibancadas e isso tem de ser feito até o último jogo do ano contra o Flamengo no Maracanã. Até lá, muito chão vai rolar e veremos os nossos adversários tropeçarem também. No fim, vencerá quem errar menos. Que a derrota sirva de aprendizado para os jogadores e treinador, e que ambos consigam evoluir com os erros de hoje.

Continuemos na Luta!

Somos PALESTRA!

 

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO-PR

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 2 de agosto de 2015, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Público: 38.794 pagantes
Renda: R$ 3.325.090,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa-SE)
Cartões amarelos: Victor Ramos (Palmeiras); Kadu e Vilches (Atlético-PR)
Gol: Walter, aos 30 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel (Andrei Girotto) e Arouca; Rafael Marques (Kelvin), Robinho e Dudu; Leandro Pereira (Barrios)
Técnico: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO-PR: Weverton; Matheus Ribeiro, Vilches, Kadu e Sidcley; Otávio, Hernani (Deivid) e Bruno Mota; Marcos Guilherme, Nikão (Daniel Hernández) e Crysan (Walter)
Técnico: Milton Mendes

 

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