Os gols e a camisa 8

Diego Garcia Barboza (@diegogarbar)
Redação Mídia Palmeirense
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Ontem mais uma vez tivemos a oportunidade de ver dois Palmeiras distintos em campo, como tem ocorrido em algumas partidas, principalmente fora de casa. O time entra sonolento no 1º tempo, sem muita pegada e cede o resultado para o adversário com facilidade. No intervalo toma um chacoalhão de Marcelo Oliveira e volta para o 2º tempo mais ligado, geralmente com alguma mudança (que vem sendo Egídio). Só a partir daí passa a buscar alguma coisa, sai para o jogo e se arrisca mais atrás do resultado, mas nem sempre isso surte efeito.

Em um jogo que teria tudo para ser tranquilo, devido à fragilidade em que o adversário se encontrava (com uma série negativa de 6 jogos, pressão da torcida no CT e tudo o mais), o Palmeiras começou em marcha lenta e parecia desinteressado pela partida. O Fluminense percebeu a letargia do Alviverde, e mesmo jogando um futebol fraco, conseguiu criar algumas ameaças a nossa defesa. Até que em uma cobrança de lateral, Jackson falhou e Jean aproveitou. É aquele típico gol que só acontece contra o Palmeiras. A partida estava fraca e nada dava indícios de que mudaria, mas mesmo assim, tomamos um gol inacreditável. O time não mostrou nenhuma reação e só Gabriel Jesus tentou algo com um chute fraco de longe.

Palmeiras se reúne em campo antes da volta para o 2º tempo. Mudança de postura foi fundamental para a vitória. (César Greco/ Ag.Palmeiras/Divulgação)
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Palmeiras se reúne em campo antes da volta para o 2º tempo. Mudança de postura foi fundamental para a vitória. (César Greco/ Ag.Palmeiras/Divulgação)

Obviamente alguma mudança ocorreria no intervalo e Marcelo Oliveira precisava dar um choque nos jogadores. À volta para a 2ª etapa teve a saída de Egídio (que perdeu o brilho) para a entrada de Rafael Marques e a mudança de postura do time, que parece ter acordado. Mas tudo poderia ter ido por água abaixo após o pênalti inexistente de Prass, que foi desperdiçado por Fred. O velho ditado entrou em cena “pênalti mal marcado não entra”. A partir desse lance, tudo mudou. E principalmente, momentos antes com a entrada de Lucas Barrios no lugar de um estático Alecsandro.

Após o pênalti, o Palmeiras despertou para o jogo e foi para cima do frágil time do Fluminense. E não encontrou barreiras para fazer o placar elástico em pouco mais de 20 minutos. O 1º gol com um Lucas Barrios oportunista, o 2º com um Gabriel Jesus esperto e brigador, o 3º com a frieza de Barrios e o 4º em jogada do ataque, com participação de Allione, Jesus e finalização tranquila de Barrios. 4×1 e partida liquidada, assim como todos gostariam.

O centroavante de peso, novo 8,  com a sua camisa da sorte, precisou de apenas 23 minutos para balançar as redes do time carioca por 3 vezes. Depois de 3 rodadas fora, voltou na reserva de Alecsandro, e entrou mostrando muito apetite para buscar o jogo, correr, segurar a bola e principalmente mostrar todo seu faro de gol e oportunismo. Esse é o Lucas Barrios que todo torcedor Alviverde imaginou que veria aqui após a Copa América. E ele finalmente chegou. Parece até uma questão mística; após o jogador pedir para trocar de número com Cleiton Xavier (o centroavante não se sentia a vontade com a camisa 10), as coisas fluíram normalmente. Agora resta saber se elas também começarão a dar certo para Cleiton Xavier com o seu novo número. Que ele possa incorporar o espírito da 10 de Ademir da Guia e outros grandes craques que passaram pelo clube, e deixe o espírito do antigo 10 (que também não saia do DM), de lado.

No todo o Palmeiras se comportou bem no 2º tempo. Allione entrou muito bem novamente, com habilidade e velocidade, Rafael Marques deu mais corpo ao time, e Barrios que desencantou e não pode ser reserva de Alecsandro de maneira alguma. Thiago Santos mais uma vez jogou muita bola e assumiu a titularidade com muita justiça. Gabriel Jesus tem uma boa liga com Barrios em campo, pois os dois juntos sempre acabam desequilibrando, numa mistura de velocidade com habilidade + experiência e faro de gol. O que não pode acontecer mais é o time entrar tão desmotivado e desatento contra um adversário fragilizado como aconteceu no 1º tempo. Os 23 relacionados precisam entrar com muita vontade de vencer durante o jogo todo. Cabe ao treinador identificar os que estão rendendo mais e colocá-los em campo desde o primeiro minuto da partida. E fazer esse time desempenhar o que pode.

Sem tantas derrapadas e instabilidade poderíamos estar brigando por esse título. Mas quem sabe com uma vitória contra o Grêmio, não reacendemos essa chama? Tudo é possível! Primeiro vamos voltar para o G-4. O resto é consequência.

Vamos acreditar Verdão!

Avanti!

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