Após atuação histórica, Prass não esconde emoção: ‘Difícil dormir’

Experiente e um dos líderes do atual elenco, o jogador sabe que viveu um dia histórico na noite desta quarta-feira (28), contra o Fluminense, no Allianz Parque

Principal nome da classificação do Palmeiras para a grande decisão da Copa do Brasil, o goleiro Fernando Prass não escondeu a emoção após o jogo que colocou o Verdão em sua quarta final na história da competição nacional.

“Quando os jogos são decisivos desta maneira, as coisas ficam muito mais latentes. Quando vai para as penalidades ainda, aí o goleiro fica muito mais em evidência. Não querendo ter uma falsa modéstia, mas a pressão em cima de mim não tinha um décimo dela em cima dos caras que iam bater, e os nossos batedores foram perfeitos. Dizem que pênalti é loteria, mas, se fosse mesmo, o treinador pegaria um papelzinho e quem saísse iria para a cobrança. Nós tivemos competência, e a parte emocional também conta muito nesta hora”, disse.

Fernando Prass concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (29) na Academia de Futebol. (Mídia Palmeirense)
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+

Fernando Prass concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (29) na Academia de Futebol. (Mídia Palmeirense)

Antes dos pênaltis, porém, o camisa 1 foi fundamental para a equipe palestrina ao defender um chute do atacante Fred no final do segundo tempo do duelo.

“Foi muito rápido, um lateral e tivemos um vacilo absurdo. Eram 47 minutos do segundo tempo, a bola foi cruzada na área, sobrou para o Fred e eu tinha de fechar o gol. O que eu tentei fazer foi não desequilibrar, e foi o que aconteceu. Eu fui para o lance pendendo para o lado direito, mas deixei o pé, a perna e a mão esquerda preparados para o contrapé. E, depois do final do jogo, veio à minha cabeça a situação da final do Paulista, pois tivemos uma sequência de lances idênticos. Me veio isso à cabeça, mas sabia que agora o resultado teria de ser ao contrário, e, graças a Deus, deu certo”, relembrou.

O palmeirense relatou os momentos que sucederam o duelo com o Fluminense.

“Foi difícil dormir por causa da adrenalina e do horário do jogo. Nós saímos do estádio depois da uma hora da manhã, fomos jantar e chegamos em casa quase às três horas. Botei os meus filhos para dormir e fui ver televisão. Vi duas vezes o jogo, e depois assisti ao jogo do Santos. Quando era umas sete horas da manhã, eu tentei ir para o quarto dormir. Um jogo como este, e com a parte emocional mais forte ainda, não só para mim, mas para todos foi difícil dormir”, declarou o arqueiro, que viu seu dia ser ainda mais especial com o aniversário do casal de filhos gêmeos.

Leve para sua casa uma parte da história do Palmeiras.
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+

Leve para sua casa uma parte da história do Palmeiras.

“Não deu muito para comemorar porque saímos tarde do jogo. Eles estavam mortos de sono, mas ainda tem hoje (quinta) e amanhã (sexta). Eles são a minha inspiração, e quem é pai sabe. A gente até imagina como é este sentimento entre pai e filho, mas só depois que a gente é pai mesmo que a gente entende o que acontece. Eu tenho uma relação maravilhosa com os meus filhos, mas, obviamente, tem momentos que tenho de me desgastar um pouco e educá-los, não dá para deixar muito solto. A partir do momento que você é pai, não é mais você e sua esposa, você cria uma responsabilidade muito maior e começa a traças planos em função deles”, falou.

Com a emoção à flor da pele, Prass também relembrou suas passagens no clube alviverde desde a sua chegada no final de 2012.

“Eu vim em um período difícil, afinal o time estava na segunda divisão, a pressão era enorme e estávamos jogando a Libertadores, mas com um elenco que não estava preparado. Havia problemas financeiros, ainda sem estádio e estrutura ideal, e hoje está tudo ao contrário. Se fosse fazer uma pesquisa anônima hoje, muitos jogadores dariam preferência ao Palmeiras. Eu tive a sensibilidade na época de entender que seria o melhor para mim vir para cá. Fiz um contrato de três anos e muita gente disse que era um absurdo para um jogador de 36 anos, e chega uma certa idade que você tem de provar mais que os outros”, comentou o goleiro, que revelou os detalhes de sua renovação de contrato com o clube.

“Depois de três anos aqui, que já achavam muito, eu renovei por mais dois anos. Tenho de provar nestes dois anos que eu posso renovar por mais alguns depois. O que pesou foi o desejo da minha família e o meu também. Falando sinceramente, eu fiz de tudo para ficar no Palmeiras. Não que eu não tenha sido reconhecido, mas eu abri mão de algumas coisas que aos olhos de outras pessoas seriam melhores. Eu botei em minha cabeça que eu queria ficar”, contou.

O camisa 1, inclusive, completará 150 partidas com a camisa do Verdão no clássico deste domingo (01), às 17h, contra o Santos, na Vila Belmiro, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro.

“Quando eu completei 100 jogos, vieram me perguntar de fazer uma camisa, mas eu não queria porque para mim era muito pouco. Claro que não é uma marca inexpressissa, mas tinha a situação de renovar o contrato e ter certeza de que ficaria aqui. Lá atrás, eu tinha forte na cabeça que eu ia comemorar os 100 jogos, mas não tanto porque sabia que eu teria mais jogos”, afirmou.

Leve para sua casa uma parte da história do Palmeiras.
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+

Leve para sua casa uma parte da história do Palmeiras.

Por fim, o palmeirense discursou sobre a grande final contra o Santos pela Copa do Brasil, que acontecerá nos dias 25 de novembro, no litoral paulista, e 02 de dezembro, no Allianz Parque.

“Teremos muito tempo para tentar a recuperação do Arouca. O (Cleiton) Xavier está treinando com a gente, então o único que não estará é o Gabriel porque a lesão é mais séria. Este tempo nos dará mais opções e variação de sistema com jogadores de características diferentes. Para o treinador, isso é muito bom, afinal não precisará improvisar. Esses dias serão muito bons para a gente”, celebrou, ressaltando a qualidade do rival.

“O Santos tem características bem particulares, e isso foi perceptível no jogo contra o São Paulo. O São Paulo teve de se abrir e o Santos aproveitou os primeiros lances em jogadas de contra-ataque porque eles fazem uma transição muito rápida da defesa para o ataque. São jogadores que têm qualidade no drible, é um time muito difícil de se jogar por causa disso. Temos de estar concentrados para conseguirmos compensar os desequilíbrios que eles criam, e isso é um trabalho do treinador para achar um melhor sistema de jogo para enfrentá-los”, finalizou.

Veja mais

Autor: MP

Canal feito por palmeirenses e para palmeirenses. Notícias e opiniões com uma dose de arquibancada. Nossa missão é garantir informação de qualidade sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Compartilhe Este Post