Aprender a segurar o resultado

Diego Garcia Barboza (@diegogarbar)
Redação Mídia Palmeirense
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Segurar o resultado, esse parece ser o maior desafio ao time do Palmeiras na era Marcelo Oliveira. Ontem, apesar de ser um jogo difícil, de quartas de final, contra um adversário historicamente complicado para nós, o placar era extremamente favorável e confortável ao Palmeiras até o intervalo. O jogo estava 2×0, e, com a vantagem conquistada no primeiro embate, à classificação parecia bem encaminhada. Apesar do placar, a partida não estava fácil e o Inter chegava com bastante perigo ao nosso gol. Complicava a nossa saída de bola, obrigando o time a dar chutões e forçar a bola aérea, e, quando vinha com a bola dominada, facilmente chegava a nossa intermediária (assim como aconteceu no domingo) e rondava a nossa área.

Era óbvio que, no retorno para o 2º tempo, o Inter viria com tudo para cima, já que não tinha nada a perder. Precisava de 2 gols em 45 minutos, o que parecia improvável, mas não impossível, principalmente se pegarmos o que vem acontecendo com frequência no Allianz Parque em quase todas as partidas que abrimos uma vantagem confortável. Vamos lembrar os jogos mais recentes em que sofremos o empate nessas situações: contra o Flamengo ganhávamos por 2×0, o time parou de jogar, tomamos o empate e só aí o time reagiu para liquidar o placar por 4×2. Contra o Joinville o mesmo; 2×0 com facilidade, tomamos o empate relâmpago e depois conseguimos fechar em 3×2. Contra o SCCP estivemos três com a vantagem no jogo e cedemos o empate 3 vezes. Fora os jogos em que tivemos que começar perdendo para reagir em campo.

Mesmo com o histórico recente, nenhum torcedor palmeirense imaginaria o sufoco que estava por vir no 2º tempo. O Inter veio pra cima e dominou toda a segunda etapa. O Palmeiras abdicou da posse de bola e entrou na pressão do adversário; e o jogo se transformou. Fernando Prass fez grandes defesas e passamos por apuros, antes do que vinha se desenhando, acontecer. Sem posse, com dificuldades para sair jogando pelo chão e com a bola queimando no pé de alguns jogadores, o Inter se aproveitou desse apagão costumeiro para marcar 2 gols. Independente da validade ou não deles (pé alto  e falta no 1º lance e impedimento no 2º), a realidade é que o Palmeiras dá chance para os seus adversários buscarem o placar.

Não sabemos o motivo dessa acomodação dentro da partida, mas ela é recorrente e ainda não foi encontrada uma solução. Se olharmos dentro de campo, temos jogadores com qualidade técnica e experiência suficiente para conseguir segurar o placar. Não temos um time de meninos inexperientes para se assustarem dessa maneira com o rival. A reação do adversário em buscar o placar é natural e sempre vai ocorrer, o que não é e não pode ser comum são os descontroles e sustos dentro de campo que temos visto. O Palmeiras precisa aprender a controlar a partida quando ela está ganha.

O treinador Marcelo Oliveira é muito bom e desde que ele assumiu o time evoluiu em muitos aspectos, principalmente na efetividade dos ataques. Mas o declínio da defesa como um todo e da posse de bola tem pesado bastante. Fazemos muitos gols, mas levamos muitos. Conseguimos construir o placar, mas não sabemos administrá-lo. É verdade que as contusões e as suspensões atrapalham muito no entrosamento defensivo (que precisa estar muito bem alinhado), mas já passou da hora de isso ser trabalhado. O time precisa de mais válvulas de escape, mais jogadas, tranquilidade e sabedoria com a bola no pé. Precisa aprender a encontrar os espaços e a tocar a bola com calma para colocar o adversário já abatido na roda, não ao contrário. Todo vimos que o jogo de ontem foi complicado, mas não se pode deixar complicar depois de parcialmente resolvido.

Arouca e Zé Roberto ficaram muito desgastados ao final da partida. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
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Arouca e Zé Roberto ficaram muito desgastados ao final da partida. (Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Apesar de tudo o que foi dito e das fortíssimas emoções dos 90 minutos, não podemos diminuir todo o empenho e raça da equipe dentro de campo. O time se doou o jogo todo, tanto que no fim da partida Arouca e Zé Roberto estavam estirados no gramado com cãibras, todos os outros aparentavam um grande cansaço. Não tem faltado entrega, isso é nítido. Mas é preciso mais inteligência, para correr menos e evitar tamanho desgaste físico e emocional.

Estamos nas semis e o time vai brigar forte por esse título, por isso esses ajustes são necessários para evitar reviravoltas mais a frente. Com algumas modificações temos tudo para levantar esse caneco. As críticas apresentadas são construtivas e não apagam o mérito da equipe no jogo de ontem (e de quarta passada), e a força do time em se superar e responder instantaneamente em momentos de necessidade. O time está de parabéns pela classificação!

Estamos juntos na batalha Verdão, com todo o apoio possível!

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