Allianz Parque condena postura da Conmebol

Em manifesto, arena palmeirense se pronuncia sobre possível impossibilidade do Palmeiras em mandar suas partidas da Copa Libertadores no estádio

Leve para sua casa uma parte da história do Palmeiras.
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Leve para sua casa uma parte da história do Palmeiras.

Na manhã sexta-feira (12) a Folha de São Paulo divulgou a informação de que o Palmeiras foi avisado pela Conmebol que não poderá exibir marca de patrocinadores externos – que não sejam os da confederação, estampados nas placas em volta do gramado – durante os jogos da Copa Libertadores da América. A necessidade de cobrir ou retirar os patrocínios vai contra os acordos já firmados, principalmente com seguradora Allianz, detentora dos naming rights do estádio.

Guilherme Lipi, gestor do departamento Arena Palmeiras, confirmou que Palmeiras tentará manter a quantidade máxima possível de espaços já comercializados no estádio. Segundo ele o clube aguarda um retorno da Conmebol, mas não trabalha com a possibilidade do clube ser forçado a mandar seus jogos da Libertadores em outro estádio.

Com manifesto divulgado à imprensa, nesta tarde, a administração do Allianz Parque se posicionou contra postura da Confederação Sul-Americana de Futebol. Confira abaixo o texto na íntegra:

MANIFESTO EM PROL DA SUSTENTABILIDADE DO FUTEBOL BRASILEIRO

Dar Valor a quem Gera Valor

É muito oportuno o interesse gerado pela notícia de que o Palmeiras pode não jogar a Libertadores no Allianz Parque. Já é passada a hora de iniciarmos o debate de um tema de fundamental importância aos amantes do maior espetáculo da terra, o futebol: a sustentabilidade dos clubes e, por consequência do próprio esporte.

Em mercados maduros como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha entre outros, a independência dos times de futebol está diretamente ligada à capacidade dos clubes de gerarem receita e se auto sustentarem. Este modelo, absolutamente vencedor por seus resultados, não apenas não é questionado pelos atores envolvidos, como é incentivado pelas organizações e entidades que orbitam em torno do esporte – emissoras de televisão, patrocinadores de camisa, fornecedores de uniformes oficiais, detentores dos naming rights, licenciadores e outros tantos.

A lista de empresas que participaram de alguma forma do futebol brasileiro é imensa. Assim como também o é a de histórias de frustração e desistência. E aqui cabe a pergunta: por que, no país do futebol, na oitava maior economia do mundo, a sustentabilidade dos clubes é relegada a segundo plano ou, melhor dizendo, é suplantada em nome de organizações e entidades que pouco produzem para o aperfeiçoamento das práticas esportivas, para gerar maior competitividade, para oferecer um produto de alto nível ao consumidor/torcedor? E nem se discute, neste momento, a probidade e lisura com que tratam o esporte.

Ao recomendar que a Sociedade Esportiva Palmeiras retire de seu estádio, o Allianz Parque, toda e qualquer forma de exposição de marcas que firam os direitos de seus patrocinadores, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) coloca seus próprios interesses acima dos interesses do protagonista do espetáculo. Os interesses comerciais e financeiros da Sociedade Esportiva Palmeiras e de todos os outros clubes têm de estar acima de quaisquer outros.

Um time se faz grande por sua história, por suas conquistas e por sua torcida. Por trás desse tripé estão empresas que entendem o poder desta combinação e desta marca. Entendem e acreditam a ponto de desembolsar altas quantias para fomentar a sustentabilidade do esporte. Sem ingerências e sem interferências.

O patrocínio esportivo ainda dá seus primeiros passos no Brasil e nos sentimos orgulhosos de protagonizar esta história recente. O maior e mais longo contrato de naming right deste país foi assinado por nós e uma das maiores seguradoras do mundo. Que aliás, investe em nada menos que cinco arenas ao redor do mundo. Levamos para dentro de campo a expertise que rege o mundo dos negócios e hoje, não há neste país quem não saiba o que significa o nome Allianz Parque ou desconheça seu endereço.

O Allianz Parque não é apenas o novo ícone de uma das maiores megalópoles do mundo. Ele é sinônimo de conforto e modernidade – diferentemente dos equipamentos oferecidos nos países onde se desenvolve a Libertadores. Somos referência. E temos que ser tratados como tal dentro e fora do país.

Estamos apenas começando um caminho – sem volta – no sentido de que a sustentabilidade do futebol dependa única e exclusivamente da capacidade administrativa dos clubes e da consequente competência de atrair parceiros para as cores de sua camisa.

Eliane Sobral

Diretoria de Comunicação e Relações Institucionais

WTorre

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Autor: MP

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