Vamos falar (mais uma vez) sobre o Avanti…

Texto recebido de leitor do Mídia Palmeirense expõe os problemas enfrentados pelos sócios do programa Avanti na compra de ingressos em 2016

O texto abaixo foi recebido pelo Mídia Palmeirense de um torcedor que preferiu não ter seu nome publicado. Gostaríamos de deixar claro que a insatisfação é direcionada ao sistema de venda de ingressos do Futebolcard, que presta serviços ao Avanti.

“Toda vez que vejo os números dos programas de sócio torcedores no Brasil e o Avanti está entre os três principais do país me pergunto como isso é possível. Não que eu duvide da paixão do torcedor palmeirense em tornar o programa em um dos maiores do mundo. Muito pelo contrário. Minha perplexidade se dá justamente por não entender como um serviço que trata tão mal o cliente pode ter tantos adeptos. E talvez seja essa paixão a resposta para minha pergunta.

Como pode um programa que se vende com o argumento de oferecer experiências incríveis aos torcedores, não conseguir oferecer a experiência básica de comprar um ingresso de forma simples e sem complicações?

E é justamente sobre isso que eu queria falar. Todos sabem que o Avanti sempre teve muitos problemas na questão compra de ingressos. Não quero entrar na questão de valores, descontos e nem anuidade dos planos, mas sim na terrível experiência que um sócio torcedor tem ao tentar comprar a entrada para uma partida.

No ano passado, com a nossa nova casa, se fez necessária a criação do rating para compra de ingressos. Na minha opinião, decisão justa e sensata, uma vez que o número de torcedores é muito maior do que a capacidade do estádio e de alguma forma foi preciso organizar a venda de ingressos. Também não vou entrar na discussão se a conta que gera o rating é a mais correta, mas sim o quanto criar essa lógica tornou o processo mais efetivo. A ideia, além de priorizar aqueles que mais frequentam o estádio, era desafogar o tráfego no site da Futebolcard no momento da abertura da venda e fazer com que os torcedores acessassem somente no período referente ao seu rating.

Mas se é o próprio Avanti, que faz o rating, e a Futebolcard possuem o número exato de torcedores em cada rating, como pode o site ficar instável e até mesmo fora do ar já na primeira leva de torcedores (que, em teoria, é a menor)?

Não precisa entender muito de TI para saber que quanto maior o tráfego em um site, maior o número de servidores que você deve disponibilizar. Se você tem uma mínima noção de quantas pessoas vão acessar o seu site em um determinado período, a tarefa de saber quantos servidores você precisa para o site não cair se torna muito mais fácil. Nem que para isso você utilize uma margem de erro bem generosa.

Passado o stress de conseguir acessar o site, vem a missão de escolher o lugar. E como dizem por aí, na vida só há duas certezas: “a morte e a gol norte esgotada”. Mas, tirando a brincadeira de lado, é incrível a capacidade que tiveram de piorar algo que, no final do ano passado, até que estava funcionando direitinho. A plataforma de compra de ingressos foi toda modificada e agora, se você utiliza um smartphone ou um tablet, não é mais possível escolher o assento. O sistema escolhe por você, de acordo com a conveniência e vontade dele. Mas espera aí, no ano passado você escolhia o lugar independente do dispositivo que estava usando para comprar, certo? Quer dizer então que criaram uma plataforma nova e que tem menos funcionalidades do que a anterior? Quer dizer, prestaram um desserviço ao cliente e em pleno século XXI, em que o mundo é digital e que as pessoas resolvem tudo pelo celular, para escolher o seu lugar no estádio é preciso ligar um notebook ou computador.

Só para não deixar passar, queria falar também sobre a compra de ingressos para não sócios, aqueles torcedores que muitas vezes moram em outras cidades e querem assistir a um jogo quando estão em São Paulo. Até ano passado esses torcedores tinham que esperar a pré-venda terminar para ter acesso ao ingresso, com o risco de não ter mais entradas (o que faz parte do modelo de compra por rating). Nos jogos com menos público, como por exemplo contra o Linense (no dia 13), quem era sócio Avanti poderia comprar o seu ingresso na pré-venda e mais duas entradas na venda geral. Para garantir lugares juntos, poderia esperar a venda geral e comprar três lugares lado a lado na mesma carteirinha. E vamos combinar que nos setores mais vazios isso seria totalmente factível em jogos menores. Esse ano o “processo” mudou. O sócio Avanti compra somente o seu próprio ingresso em sua carteirinha e o acompanhante não sócio deve fazer um cadastro na Futebolcard, comprar o ingresso pelo site e retirar na bilheteria. Prático, não é? Parece que voltamos ao mundo da bilheteria, um absurdo.

Sei que existem muitos outros exemplos bizarros de experiências nem um pouco agradáveis para comprar ingresso no site do Avanti. Tem a questão do dependente, da meia entrada e outras. A ideia aqui é mostrar que certamente os clientes de qualquer outro comércio ou serviço, ao passarem por situações semelhante a essa, jamais retornariam ao lugar ou usariam o serviço novamente. Mas nós retornamos. E sabe por que? Pois vivemos de paixão, não medimos esforços para ver o Palmeiras jogar e, se for necessário, ficamos horas dando F5 na página até ela carregar.

Mas que fique claro. A paixão não acaba, mas paciência tem limite, e a da torcida palmeirense nunca foi das maiores. Que a diretoria, Avanti, Futebolcard e os demais responsáveis abram os olhos para essa vergonha e tenham consciência que o programa só está entre os melhores do Brasil por causa de seus torcedores. Vamos cobrar! Avanti Palestra!”

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Autor: MP

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