Felipe Melo elogia ambiente e garante ‘luta‘ pelo Verdão: ‘É minha casa’

Focado, decidido e com palavras firmes. Foi assim que Felipe Melo se apresentou oficialmente nesta terça-feira (17), na Academia de Futebol.

Mostrando muita personalidade, o experiente volante não escondeu a alegria por estar vestindo o manto do Palmeiras e representar o clube pelas próximas três temporadas. O novo camisa 30 do Verdão, inclusive, até já se sente em casa junto com os companheiros de elenco.

“Por onde passei, eu não tive muito tempo para adaptação, sempre me adaptei rapidamente. Eu estou voltando para a minha pátria amada Palmeiras, é a minha casa. Agora eu visto verde, falo Palmeiras, é porco. É a minha casa hoje”, afirmou. “É o Palmeiras que está colocando comida na minha casa, e é pelo Palmeiras que lutarei. Se tiver que comer alguém vivo, eu farei. É isso… Palmeiras”, emendou o reforço, que elogiou o ambiente encontrado na Academia.

“Falei para o Zé (Roberto), encontrei um grupo bacana. As pessoas se gostam, isso é importante porque, quando precisar correr pelo outro, a gente fará isso”, disse. “Temos de manter esse grupo e essa união, e é automático. Se você tem um bom grupo e união, você estará concentrado para trabalhar. (O Eduardo Baptista) é um treinador que me surpreendeu bastante pelas ideias que tem, ele sabe o que tem de fazer. Estamos sonhando e é um sonho que pode ser tornar realidade, depende de nós”, projetou.

O atleta também comentou sobre as críticas recebidas por conta de suas expulsões na carreira.

“Muito se fala de expulsão, cartões, mas, se não me engano, nos últimos cinco anos foram quatro cartões vermelhos. Eu acredito que, para um centro-campista recuperador de bolas e responsável por fazer este trabalho sujo, até são poucas expulsões. Tem muita gente que critica porque tem inveja e queria o Felipe Melo no time. Eu vim para ajudar e ser ajudado. Não sou melhor do que ninguém. O Palmeiras fez um esforço grande para eu vir, me senti importante e sei da minha responsabilidade”, declarou Felipe Melo, que, por outro lado, prometeu não aliviar para os adversários da equipe palestrina na Copa Libertadores deste ano.

“Se tiver de dar porrada, eu darei porrada. Se tiver de dar tapa na cara de uruguaio, eu darei. Mas sempre com responsabilidade porque sei da minha responsabilidade com o time. Mas, se tiver de dar porrada, eu darei porrada, principalmente para defender as cores do Palmeiras”, avisou o palmeirense.

A competição internacional, no entanto, não é o único objetivo do volante em 2017.

“Quando o (Alexandre) Mattos me ligou, ele disse que o time estava sendo montado para chegar em todas as competições, não só Libertadores. Da mesma forma que queremos a Libertadores, queremos o Paulista, a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro… Sabemos que o caminho é longo, teremos adversidade, mas estou muito confiante em fazer um bom trabalho. Assim como a diretoria e nós, jogadores, queremos fazer história”, garantiu.

Já sobre representar a camisa do Brasil novamente, o camisa 30 foi conciso.

“Hoje a minha Seleção Brasileira é o Palmeiras. Fiquei muito obcecado em voltar para a Seleção, e acho que fui muito injustiçado, os meus números na Seleção eram bons. Hoje o Brasil está bem representado, com treinador e auxiliar. Mas hoje a minha Seleção é o Palmeiras, sei que, se eu estiver bem no Palmeiras, a oportunidade chegará. Está nas mãos de Deus”, falou o jogador.

Felipe Melo foi apresentado oficialmente nesta terça-feira (17) na Academia de Futebol. (Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)
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Felipe Melo foi apresentado oficialmente nesta terça-feira (17) na Academia de Futebol. (Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

No fim da coletiva, a contratação recebeu de braços abertos o sócio-torcedor Felipe Mello, que acompanhou a apresentação na íntegra e tirou fotos com o volante.

“É importante essa proximidade do sócio-torcedor com os jogadores e o clube. É muito importante, os sócios-torcedores que fazem o clube. O jogador passa, o diretor passa, mas o torcedor fica para sempre”, expôs, mostrando a importância de ter este contato com a torcida, principalmente pelas redes sociais.

“É uma ferramenta importante para eu estar perto do torcedor e interagir com eles. Fiz um site para interagir com eles, inclusive. O torcedor é o termômetro daquilo que a gente é. Se estamos bem, o torcedor está junto. Se estamos mal, o torcedor critica, e isso faz parte. Espero estar sempre bem. É o mínimo que temos de fazer, já que o torcedor vai ao campo pular e cantar”, finalizou.

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Autor: MP

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