Crônica: Nove de agosto é o que nos sobrou

Eram quatro metas quando o ano começou. Uma delas sem tanta importância, verdade. Ninguém ficou muito triste quando ela foi embora pelo ralo, ainda no primeiro semestre. Viriam outras três bem mais importantes

Carlos Massari (@carlosmidiasep)
Colunista da Mídia Palmeirense

Daí, a segunda também se tornou impossível. Essa, nós queríamos de verdade, apesar de a termos alcançado dois anos atrás. E, pior, a terceira se encontra em estado terminal, respirando por ajuda de aparelhos. O Palmeiras de 2017, nascido para vencer, visto inicialmente como um dos grandes times já montados no Brasil, está a um fio de ter sido um fracasso.

Nove de agosto – esse é o preciso nome desse fio. Cuca e os atletas precisam entender todo o significado desse jogo. O que ele representa para uma torcida que canta “a taça libertadores obssessão”. Precisam entender que terminar um ano tão cedo é algo muito triste. Precisam entender que a melancolia de mais uma eliminação seria pesada demais para tantos corações alviverdes.

A nós, foi prometida a plena felicidade. Contratamos o centro-avante Rei das Américas de 2016, o meia que foi o melhor jogador da Libertadores, o pitbull que protegeria nossa zaga, tantos outros nomes promissores. Passaram-se seis meses e não temos um time, só um apanhado que eventualmente joga bem. Empilhamos derrotas doloridas quando parecíamos estar entrando no caminho certo. E sofremos, agarrados a uma última esperança.

A tristeza desse Palmeiras de 2017 até aqui não é só pela falta de títulos, pela eliminação em duas das competições disputadas e a terceira ter se tornado quase impossível. Isso seria normal no Palmeiras de tantos anos recentes. Quando éramos acostumados com perder e tínhamos assumido isso praticamente como uma condição indissociável.

Não. A tristeza é pela quebra de expectativas. É por um Palmeiras que voltou a ser vencedor, que ganhou a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro nos últimos dois aos e, ainda assim, trouxe reforços caríssimos e de alto nível para buscar mais, mais e mais. É como ver uma iguaria aparentemente deliciosa, que custa cem reais, ficar com água na boca, e na hora de degustá-la, perceber que o sabor é de pão embolorado.

Cuca, salve esse Palmeiras. Vá para Atibaia o mais rápido possível, treine como se não houvesse amanhã. Deixe pra lá os compromissos pelo Brasileiro, nós precisamos é só ter uma meta fixa: nove de agosto. Nove de agosto é nosso ano, nove de agosto é nossa felicidade, nove de agosto é a continuidade dos nossos sonhos. Não podemos pensar em eliminação. Precisamos que esse seja o dia da primeira grande aclamação alviverde de 2017.

No dia 9 de agosto o Palmeiras decide, com o Barcelona-EQU, a classificação na Libertadores. (Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
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No dia 9 de agosto o Palmeiras decide, com o Barcelona-EQU, a classificação na Libertadores. (Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

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Autor: MP

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