Em 100º jogo do Allianz Parque, Palmeiras bate São Paulo por 2 a 0

Palmeiras e São Paulo se enfrentaram nesta quinta-feira (08), às 20h30 (de Brasília), pela 11ª rodada do Campeonato Paulista

Com gols de Antônio Carlos e Borja, o Verdão bateu o adversário por 2 a 0 e garantiu os três pontos na partida que marcou o seu jogo de número 100 no Allianz Parque – a moderníssima casa palmeirense tem a configuração atual desde 2014, quando foi inaugurada após o antigo Estádio Palestra Italia passar por quatro anos de reforma.

O retrospecto no Allianz Parque é amplamente favorável ao Verdão: nos 100 jogos disputados até o momento, foram 66 vitórias obtidas, 17 empates e 17 derrotas. O Palmeiras balançou as redes adversárias em 185 ocasiões e foi vazado em 83 oportunidades.

Tabu de dez anos: o São Paulo não vence o Palmeiras jogando no palco do encontro desta quinta-feira (08) entre as duas equipes desde o Paulistão de 2008, do qual o Verdão se sagrou campeão. De lá para cá, a história contabiliza dez duelos (já contando este último): dois empates e oito vitórias esmeraldinas – sendo sete delas em sequência! Esses triunfos correspondem aos últimos sete últimos jogos disputados no local.

Considerando apenas o período Allianz Parque, o Palmeiras tem um aproveitamento de incríveis 100% contra o Tricolor! Dos seis jogos disputados na arena – já contando o desta quinta-feira (08) –, o São Paulo não venceu nenhum. O Alviverde ainda possui um saldo de gols amplamente favorável: 15 sg (18gp x 3gc).

Antônio Carlos vem se consolidando zagueiro-artilheiro do Palmeiras em clássicos. Além de abrir o marcador contra o rival Tricolor, o jogador já havia vazado o Santos nesta edição do Campeonato Paulista – vitória esmeraldina por 2 a 1. Titular em 11 das 12 partidas do Verdão na temporada 2018 – foi poupado do duelo com o São Caetano, na última segunda-feira (05) –, o zagueiro completou seu 20º jogo com a camisa do Palmeiras nesta quinta-feira (08).

A estrela de outro atleta palestrino também brilhou neste clássico. Com o gol marcado (o segundo da partida) Miguel Borja chegou a seis bolas na rede neste Paulistão e, de forma isolada, se tornou o artilheiro do torneio – antes, o colombiano dividia a artilharia da competição com o jogador Bruno Moraes, do Botafogo-SP, com cinco gols.

Ao conceder passe para o primeiro gol do Palmeiras, marcado pelo zagueiro Antônio Carlos, Lucas Lima atualizou uma marca que já pertence a si mesmo: é o maior garçom do atual elenco do Palmeiras na temporada de 2018: agora são quatro assistências no ano.

O gol que abriu o marcador veio de um artilheiro improvável, o zagueiro Antônio Carlos. (Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
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O gol que abriu o marcador veio de um artilheiro improvável, o zagueiro Antônio Carlos. (Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

O jogo

O jogo começou eletrizante, com a marcação acirrada por parte das duas equipes, de forma com que todas as jogadas eram disputadas com muita energia – eram jogadas típicas de um verdadeiro clássico.

Logo aos quatro minutos nasceu a primeira chance do Palmeiras, após uma cobrança de escanteio: Dudu invadiu a área pela direita e, na saída do goleiro são-paulino Jean, a bola por muito pouco não sobrou para Felipe Melo. O arqueiro tricolor, no entanto, se recuperou e evitou que o Pitbull ficasse em plenas condições de abrir o placar.

Quando o jogo se aproximava dos dez minutos, já era possível fazer uma leitura da partida: o Palmeiras visivelmente estava melhor em campo, atacando mais e criando mais oportunidades. Não à toa, o Verdão chegou ao gol primeiro. E o gol que abriu o marcador, aos nove minutos, veio de um artilheiro improvável. O zagueiro Antônio Carlos aproveitou o cruzamento de Dudu para, de cabeça, balançar as redes tricolores. (Palmeiras 1×0 São Paulo)

Mesmo após chegar ao gol, o Palmeiras não cessou a pressão. Com ritmo intenso, continuou jogando no campo defensivo do time visitante. E quando a bola passava do meio de campo, a defesa do Palmeiras se mostrava efetiva, com Jailson segurando as bolas sobradas com firmeza, e Antônio Carlos trabalhando em perfeita sintonia com seu parceiro de zaga, Thiago Martins. Além disso, os meio-campistas alviverdes também davam apoio e voltavam para marcar: o volante Felipe Melo se mostrava extremamente ligado em todas as jogadas.

E assim o duelo seguiu, com o Verdão criando chances e mandando no jogo com autoridade. E quando a partida chegou perto dos 20 minutos de bola rolando, o time do São Paulo começou a se mostrar inseguro, passando a usar excessivamente a força, como quando Dudu fintou Rodrigo Caio e foi parado, e quando Victor Luis disputou a bola com Marcos Guilherme: os dois se estranharam e o camisa 23 chegou a acertar – ainda que de leve – uma cabeçada no lateral esmeraldino. O árbitro, em cima do lance, aplicou um cartão amarelo para cada um dos envolvidos no episódio a fim de acalmar os ânimos.

As jogadas de contra-ataque também foram uma marca registrada do Palmeiras no primeiro tempo. As falhas que o time do São Paulo apresentava em campo apenas colaboraram com o bom futebol que o time de Roger Machado vinha apresentando.

Aos 25 minutos, o lateral Victor Luis cruzou pela esquerda, e a bola foi lentamente em direção ao gol, após desvio de Hudson – o goleiro do Tricolor já não alcançava mais: ele apenas assistiu e torceu para que a bola saísse pela linha de fundo (como realmente aconteceu, passando bem perto da trave).

A pressão sobre o São Paulo continuou. Desta vez com Lucas Lima, o Verdão entortou a defesa adversária: o jogador entrou na grande área rival distribuindo cortes em seus marcadores, mas foi travado no momento exato em que iria finalizar. Na sequência, a bola encontrou Felipe Melo, que, em posição privilegiada, acabou desarmado.

E não parou por aí! Em cobrança de lateral, Marcos Rocha arremessou a pelota na pequena área adversária, e por muito pouco Dudu não marcou. Neste lance, porém, o árbitro já havia parado a jogada por ver falta de Borja em um defensor são-paulino.

Aos 32 minutos de jogo, veio o segundo gol do Verdão, após bela tentativa de voleio de Victor Luis, que chutou com muita força: o goleiro Jean deu rebote no chute do lateral palmeirense e, em seguida, Borja, oportunista, completou, empurrando a bola para o fundo das redes. (Palmeiras 2×0 São Paulo)

Até a reta final da partida, o São Paulo não conseguiu criar uma chance clara de gol. Já o Palmeiras, taticamente muito disciplinado em campo, assustou o adversário mais uma vez. Aos 43, o atacante Willian recebeu na grande área e bateu de primeira, de pé direito, assustando o time tricolor, mas o goleiro rival espalmou a bola no reflexo, evitando aquele que poderia ter sido o terceiro gol do Alviverde.

Para o segundo tempo, a equipe do Palmeiras voltou do vestiário sem alterações. Incrivelmente, a segunda etapa começou ainda mais badalada do que a anterior, já com uma tentativa aos dois minutos, que por muito pouco não logrou êxito, com Borja chutando forte após cruzamento de Dudu.

Em seguida, o São Paulo começou a responder em campo – talvez pelo fato de o treinador adversário ter feito as três substituições de uma vez durante o intervalo. O primeiro lance de perigo veio com Tréllez, que aproveitou bola sobrada e chutou de primeira, acertando o travessão de Jailson, aos seis minutos. Em seguida, o lateral-direito palmeirense Marcos Rocha colocou a bola para fora, anestesiando o sufoco sofrido.

Após quase vazar o Alviverde, o São Paulo pareceu crescer no jogo, chegando mais vezes na área palmeirense. Em um lance subsequente, o time comandado pelo técnico Dorival Júnior novamente assustou os donos da casa: Victor Luis dividiu bola com um atacante rival e ganhou, impedindo que Nenê ficasse frente a frente com o goleiro Jailson, em condições de diminuir.

Com chances para os dois lados, a partida se estendeu até o fim com muitas faltas. Foram cinco cartões amarelos anotados para a equipe do Palmeiras contra quatro do São Paulo. Ao longo da etapa final, entraram Gustavo Scarpa no lugar de Willian, aos 18, Thiago Santos no lugar de Felipe Melo, aos 23 minutos, e Moisés no lugar de Bruno Henrique, aos 26.

Dos lances que mais chamaram a atenção a favor do Alviverde no segundo tempo, três se destacaram: um deles foi uma falta venenosa batida por Lucas Lima, aos 32. O meio-campista palmeirense realmente assustou o time rival, que foi salvo pelo goleiro Jean, que estava atento e mandou a bola para a linha de fundo.

Os outros dois lances vieram com Borja, que chegou a balançar as redes aos 37, mas viu seu gol ser anulado pela arbitragem – de fato, um lance muito difícil em termos de avaliação da posição legal ou não. Por último, Lucas Lima aproveitou um lançamento longo e foi costurando em direção a área, acionando Marcos Rocha em bola rasteira – o lateral finalizou e a bola passou relativamente perto.

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Autor: MP

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