Análise: no Palmeiras do “ninguém morreu”, renascimento de Borja é a melhor notícia

Por Tossiro Neto pelo Globo Esporte

Ao bater no peito e mostrar nove dedos na comemoração de seu gol, o segundo da vitória do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Godoy Cruz, na noite da última terça-feira, Borja deu outro recado ao técnico Luiz Felipe Scolari, que passou quase oito semanas sem oferecer uma chance ao camisa 9.

Na saída de campo em Mendoza, na terça-feira passada, quando jogou pela primeira vez desde 30 de maio e definiu o empate por 2 a 2, o colombiano, cuja saída do clube ainda não está descartada, já tinha pedido mais confiança internamente.

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Borja comemora gol do Palmeiras fazendo 9 com as mãos — Foto: César Greco/Ag.Palmeiras

Passada uma semana, deu nova resposta em campo. Uma resposta rápida, horas depois de a diretoria ter anunciado a contratação de mais dois centroavantes, Luiz Adriano e Henrique Dourado.

No Palmeiras do “ninguém morreu” – expressão que Felipão utilizou para minimizar a eliminação recente para o Internacional na Copa do Brasil – e da piada com queda de avião – que o mesmo Felipão endereçou a alguém, em outra resposta infeliz –, esse renascimento de Borja é a melhor notícia para o torcedor.

Antes mesmo de balançar a rede, o colombiano já vinha bem na partida. Cabeceou a gol, fez boas tabelas como pivô, brigou pela bola com carrinhos e participou do lance que, após revisão do VAR, a arbitragem entendeu como pênalti. Resumindo: direta e indiretamente, foi ele quem abriu o caminho para a goleada.

Problemas de criação

O placar elástico não esconde a grande dificuldade que a equipe teve até o pênalti convertido por Raphael Veiga aos 11 minutos da etapa final.

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Felipão durante Palmeiras x Godoy Cruz — Foto: Marcos Ribolli

Como na sequência de cinco partidas sem vencer, o Palmeiras teve uma atuação muito fraca principalmente antes do intervalo. Com campo para atacar, ficou exposto mais uma vez o sofrimento de uma equipe que não consegue trocar muitos passes, que foi armada basicamente para se defender e contra-atacar.

Quando tem a obrigação de criar – como quando sai atrás no placar –, o Palmeiras de Felipão pena. Não há aproximação de jogadores na saída de bola ou para triangulações pelos lados do campo, quaisquer que sejam os nomes escalados. Tudo bem ser um time reativo, mas as últimas exibições têm exigido ir além disso, o que a qualidade técnica desse elenco permite.

Dizer que o treinador não ensaia alternativas seria injusto por um motivo: não dá para saber. Todos os treinos do Palmeiras, na Academia de Futebol ou fora de São Paulo, são fechados à imprensa.

Autor: MP

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